Quem sou eu
- Conversando sobre Alzheimer
- Meu nome é Vera Helena. Meu interesse e objetivo consiste em conversar e trocar impressões e experiências sobre Alzheimer. Minha mãe, (foto acima) é portadora desta patologia e acho importante que a troca exista no sentido de acrescentar conhecimentos e gerar espaços para desabafos entre cuidadores, assim como eu. Dentro do que me proponho oferecer, sinto - me capaz de abordar sobre cuidadores, suas relações com o portador e familiares e sobre o cotidiano que envolve a todos os implicados nessa causa. Para saber mais, em cada segmento há uma justificativa desenvolvida com o objetivo de ajudá-lo. Julgo oportuno mencionar que passado algum tempo, percebo que hoje possuo um trajeto impregnado de experiências diversas pois os desafios acontecem todos os dias. A necessidade de dialogar com pares aumenta a cada dia, pois há momentos em que a solidão e a impotência invadem minha vida! Que tal olharmos para este tema com mais proximidade e conversarmos sobre Alzheimer? Pensem nisso e sobre isso...
Mostrando postagens com marcador Cuidadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuidadores. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de março de 2012
Passo a passo: orientações aos cuidadores. - Na minha mãe, a evolução do Alzheimer tem sido gradual e lenta. Mas a cada dia nos apresenta sintomas e comportamentos novos, dos quais tentamos dar conta dentro do espaço que podemos atuar. Sobre isso, tem sido comum a queixa das cuidadoras sobre a dificuldade da minha mãe mastigar os alimentos na hora das refeições, permanecendo com os mesmos dentro da boca sem continuar o ato de mastigação e deglutição. Percebi que precisavam de alguns esclarecimentos. Imprimi um texto com um resumo básico sobre os estágios da doença a fim de que, com a leitura se interassem do assunto. Indaguei delas se encontraram no mesmo a explicação deste comportamento da minha mãe. A resposta foi afirmativa e homeopaticamente iniciei um período de conscientização das reações e providências a serem aprendidas e executadas. Tais como: lembrar com exemplo vivo como se mastiga imitando este gesto na frente da minha mãe, pois ela pode estar se esquecento de como acontece este ato. Também, que solicitassem da diretora do lugar como proceder em caso de engasgo, posto que este risco ocorre com mais intensidade na fase que ela se encontra.E sentindo-se impotentes, que solicitassem ajuda imediata das enfermeiras do local. Assim, vamos enfrentando, realizando e contornando a situação, focadas no bem estar e na saúde possível da minha mãe querida. Beijo e gratidão aos que me seguem nessa caminhada de cuidados. Vera Helena, sempre viva. 22/03/2012.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Sintomas do Alzheimer- engessamento do cuidador - Dentre os sintomas do Alzheimer, a perda da memória recente, caracteriza-se como um dos mais frequentes. Como tal, requer uma dose excessiva de paciência por parte dos cuidadores, porque nas suas reações são submetidos à mesma pergunta uma série de vezes no mesmo dia. Da parte do portador, geralmente o raciocínio segue o seu curso como se ele estivesse normal, pois não tem consciência desta perda. Deixando mais claro, cito um exemplo ocorrido com minha mãe. Cada vez que mencionamos a necessidade dela tomar banho e lavar a cabeça, ela insiste que não precisa porque tomou banho "ontem", que para ela faz sentido. Na contrapartida, este banho precisa ser efetuado. Administrar esse desafio requer muito jogo de cintura e criatividade, juntamente com a necessidade de não se levar nada para o lado pessoal. Falo isso, porque com esta negativa, podem ocorrer atitudes agressivas por parte do portador, sejam elas verbais (com o uso de palavras nunca proferidas) ou através de investidas físicas sobre o cuidador.No caso da última reação, é preciso interromper esse ciclo e depois persistir no objetivo.Sobre isto, eu tenho notado que, em alguns dias a cuidadora se fragiliza e não realiza a atividade a ser feita, alegando estar chocada com o comportamento da minha mãe. Creio que com esta breve esplanação, podemos verificar o quanto é importante o cuidador estar fortalecido para o enfrentamento de situações como esta. Operacionalizar a tolerância, o diálogo, a escuta e a insistência de que a atividade precisa ser desenvolvida, impõe também paciência excessiva àqueles que se relacionam e de certa forma dirigem (?) cotidianamente os cuidadores.Inclusive, para avaliarem se de fato este cuidador possui um perfil compatível às exigências específicas requeridas para a lida diária com o portador de Alzheimer. Desafios que nos abatem, fortalecem e promovem reflexões com muitas perguntas e poucas respostas. Diante disso, fico extremamente preocupada com a formação desses indivíduos essenciais aos cuidados de portadores de Alzheimer, num país como o nosso em que o envelhecimento se intensifica, sem uma estrutura pública ou particular preparada para esta demanda. Fotografia muito triste ... Beijos meus. Vera Helena, sempre viva. 01/02/2012.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Cuidadores: Sutilezas e percepções - no dia a dia das relações entre os cuidadores (as), portador da patologia e familiares, destaco que os papéis e funções de cada um devem e precisam ser claramente definidos e respeitados. Oscilações de temperamento e reações diferentes nas mesmas situações, dentre outros constituem-se em comportamentos previsíveis em todos os envolvidos, que ocorrem com frequência. Administrar as emoções e suas consequências é tarefa primordial para que os objetivos sejam suficientemente atingidos. Num espaço democrático, ouvir, falar, ponderar e aceitar as limitações de cada um é fundamental, desde que se perceba perfil e boa vontade para seguir as normas da instituição e da pessoa que responde pelo portador. No caso da minha mãe, esta pessoa, também cuidadora, sou eu. Que procuro me despir ( também com minhas limitações) de questões pessoais, para que minha mãe seja a beneficiada.Confesso que não é fácil, mas não impossível. Reter e valorizar o que cada cuidadora possui de positivo nas suas características, tem me dado boas respostas. Insistir e ensinar aquilo que falta a cada uma, é caminho árduo, mas possível com uma dose grande de respeito e presença, atenta e gentil. Não há receitas, apenas sinais que me trazem soluções e frustações, que me incitam a continuar um pouquinho a cada dia, pois imaginar que possuo estoque de otimismo armazenado, é utopia! Entretanto, afirmo que no outro dia, o que era treva resplandece nem sempre com sol do meio dia, mas isso já basta. Beijos e até. Vera Helena, sempre viva. 30/01/2012
terça-feira, 4 de outubro de 2011
CUIDADORES - Quem são esses personagens na vida de um idoso? De repente, não mais que de repente ouvimos a seguinte pergunta : Sabe onde posso encontrar um cuidador ( a ) para minha mãe, pai, tio, amigo, ou uma pessoa que me solicitou para um amigo que necessita?
Uma viagem se inicia em busca desse protagonista de muitas histórias vividas com aquele ser humano que passa a tomar conta, a cuidar. E para os leigos, o que significa CUIDAR? Afinal, o que faz um cuidador? Existe escola de cuidadores? Que tipo de formação eles tem que possuir para exercer esta função? É uma profissão regularizada, ou seja, ela existe em conformidade com as leis trabalhistas brasileiras? Onde encontrar? O que exigir na hora da conversa para contratá-lo? Um familiar ou um amigo pode ser cuidador? Existe limite de idade para ser cuidador? As perguntas e dúvidas são inúmeras, sem contar que muitas vezes a urgência de um cuidador diante de um quadro demencial, aumenta a ansiedade dos familiares e/ ou contratantes do cuidador.
Dentro do que percorri, me proponho compartilhar com os meus parceiros virtuais um pouco das vivências que passo com essa pessoa imprescindível no dia a dia de uma relação ou de relações destinadas ao cuidar. São José dos Campos, 29.09.2011.Paz e bem. Vera Helena.
------------------------------------------------------------
Quando percebemos que um idoso necessita de ajuda para pagar as suas contas, fazer compras, preparar suas refeições e depois para ir ao banheiro, locomover-se, banhar-se, vestir-se, alimentar-se e ministrar remédios, a presença de um cuidador é condição fundamental para a sua segurança e qualidade de vida.
De acordo com o art.229 da Constituição Brasileira, os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.( YOSHITOME, 2003). De uma maneira geral, esse cuidado era delegado às mulheres, que com a sua participação no universo do trabalho, modificou essa estrutura, fazendo com que a figura do cuidador nem sempre pertencesse mais ao universo familiar, círculo de amigos ou vizinhança. Falamos mesmo do cuidador formal, uma pessoa remunerada para o exercício dessa função.
Yoshiome( 2003) sinaliza para a o Ministério da Previdência e Assistência Social que define o cuidador formal como uma pessoa com capacidade de ajudar o idoso em suas atividades de vida diária, promovendo uma interação entre o idoso, a família e os serviços de saúde ou da comunidade. É remunerado. Deve ter como perfil: ensino fundamental completo, ser maior de idade e possuir conhecimento adquirido por meio de uma entidade reconhecida.
Com a experiência que vivencio afirmo que, entre o que se preconiza legalmente e o que efetivamente acontece existe um vazio muito grande. População idosa aumentando, novos modelos e arranjos familiares sendo organizados e constituídos, com valores e necessidades diferentes num país que não se preparou economica e educacionalmente para esse contingente de idosos, são alguns dos fatores que devem ser levados em conta quando focamos nossas atenção nesse personagem que é o cuidador de idosos. Mais exatamente: onde encontrar uma pessoa preenchida com as qualificações exigidas pela lei vigente?
Entretanto, nesse mesmo caminho que percorro posso afirmar que é possível encontrar cuidadores responsáveis e cumpridores das suas obrigações, ainda que sem possuirem tais qualificações logo na contratação inicial. E sobre esse assunto, me proponho a comentar no nosso próximo encontro. Saudações da Vera Helena. 1º/10/2011.
-----------------------------------------
Contratação de Cuidadores - algumas dicas.Sobre a contratação inicial de um cuidador ( a) algumas sugestões devem ser levadas em conta, tais como: fazer contato com essa pessoa por no mínimo umas duas vezes.Perguntas essenciais : Você gosta de idosos? Tem alguma noção do que seja Alzheimer?, são fundamentais.
Essas duas questões são suficientes para os encontros iniciais,que embora em número reduzido, nos permite coletar dados e verificarmos a possibilidade de prosseguirmos para a contratação, ou não. Com certeza, através de uma escuta atenta e sensível, perceberemos aptidões e objetivos desse cuidador, inclusive os motivos que o levaram a buscar esse tipo de serviço.Nesses encontros, recomenda-se que no mínimo dois contratantes estejam presentes, na medida em que a memória de duas pessoas colabora e acrescenta elementos para aquilo que se pleiteia.E do lado do cuidador, isso é positivo já que o mesmo estabelece contatos com mais responsáveis, permitindo-lhe uma visão dos contratantes. Sabemos que tudo isso, não significa garantia de êxito na contratação, mas é necessário que assim aconteça, num período aproximado de uma hora, a fim de que as partes interessadas se olhem e avaliem, pois como mencionei, isso consiste no mínimo que deve ser realizado, quando agimos com responsabilidade.
Outro ponto que precisa ficar claro, refere-se às informaçãoes antecedentes a esses encontros. Falo das referências desse profissional, condição relevante no processo a ser iniciado.Afinal, esse cuidador, entrará no ambiente doméstico, ocupando um lugar de destaque na estrutura da casa. Então, é primordial que seja uma pessoa que se encaixe no perfil que todos precisam. Ou seja, alguns combinados já devem ter sido conversados, para que fique muito claro os espaços e o trânsito de cada elemento do domicílio.
No convívio, as respostas da perguntas iniciais vão sinalizando os acertos e os desacertos desse cuidador, que como tal, merece explicações sedimentadas no diálogo permanente, onde todos aprendem muito, já que sabemos da infinidade de sintomas que essa patologia apresenta, carecendo de muito esforço, boa vontade e um desejo intenso de aprender todos os dias! Talvez algum leitor interessado esteja indagando o motivo de ainda não ter trazido mais características de um cuidador. Fico cautelosa, porque é preciso muita calma, mesmo que a ansiedade e necessidade se façam prementes, mas de acordo com tudo o que vi e passei até hoje, entendo que devagar também é pressa e espero abordar sobre isso no nosso próximo bate papo. Saudações carinhosas da Vera Helena. Dia 04/10/11. Paz e bem
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
COLABORAÇÃO DO CUIDADOR OU PREJUÍZO DO PORTADOR? Um dos apectos que devem e precisam ser reforçados com rigor e muita frequencia, é o respeito e incentivo à autonomia do portador. E tal conquista só pode ser efetivada e mantida com o incentivo do cuidador. Que por sua vez, necessita de orientações mais direcionadas sobre o cuidar com pacientes de Alzheimer permanentemente!Abordo sobre esta formação em decorrência de um evento que presenciei com minha mãe e sua cuidadora. Na hora do almoço, encontrei as duas no refeitório onde minha mãe reside. Qual não foi minha surpresa, assitir a cuidadora dando a refeição na boca da minha mãe! Esperei o momento oportuno para conversar e esclarecer a ela, que o ato da minha mãe alimentar-se sozinha é fundamental para estimular e manter esta autonomia, conservando com isso esta habilidade motora, no caso a única que minha mãe realiza sozinha! Manter-se calmo nesta hora é de suma importância, sobretudo no momento da abordagem ao cuidador, que necessita de respeito e ética sempre! Os ajustes devem e precisam ser realizados, no dia e hora adequados, preferencialmente em particular.
Na conversa, a cuidadora alegou que para minha minha mãe, o ato de alimentar-se devidamente, era o mais importante. Concordei com ela, mas sugeri algumas alterações de conduta. Combinamos então que minha mãe se alimentaria sozinha até alegar saciedade ou cansaço. E se a quantidade ingerida fosse insuficiente, daí ela colaboraria no ato de alimentá-la complementando com a quantidade suficiente.
Uma viagem se inicia em busca desse protagonista de muitas histórias vividas com aquele ser humano que passa a tomar conta, a cuidar. E para os leigos, o que significa CUIDAR? Afinal, o que faz um cuidador? Existe escola de cuidadores? Que tipo de formação eles tem que possuir para exercer esta função? É uma profissão regularizada, ou seja, ela existe em conformidade com as leis trabalhistas brasileiras? Onde encontrar? O que exigir na hora da conversa para contratá-lo? Um familiar ou um amigo pode ser cuidador? Existe limite de idade para ser cuidador? As perguntas e dúvidas são inúmeras, sem contar que muitas vezes a urgência de um cuidador diante de um quadro demencial, aumenta a ansiedade dos familiares e/ ou contratantes do cuidador.
Dentro do que percorri, me proponho compartilhar com os meus parceiros virtuais um pouco das vivências que passo com essa pessoa imprescindível no dia a dia de uma relação ou de relações destinadas ao cuidar. São José dos Campos, 29.09.2011.Paz e bem. Vera Helena.
------------------------------------------------------------
Legislação e Realidade
Quando percebemos que um idoso necessita de ajuda para pagar as suas contas, fazer compras, preparar suas refeições e depois para ir ao banheiro, locomover-se, banhar-se, vestir-se, alimentar-se e ministrar remédios, a presença de um cuidador é condição fundamental para a sua segurança e qualidade de vida.
De acordo com o art.229 da Constituição Brasileira, os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.( YOSHITOME, 2003). De uma maneira geral, esse cuidado era delegado às mulheres, que com a sua participação no universo do trabalho, modificou essa estrutura, fazendo com que a figura do cuidador nem sempre pertencesse mais ao universo familiar, círculo de amigos ou vizinhança. Falamos mesmo do cuidador formal, uma pessoa remunerada para o exercício dessa função.
Yoshiome( 2003) sinaliza para a o Ministério da Previdência e Assistência Social que define o cuidador formal como uma pessoa com capacidade de ajudar o idoso em suas atividades de vida diária, promovendo uma interação entre o idoso, a família e os serviços de saúde ou da comunidade. É remunerado. Deve ter como perfil: ensino fundamental completo, ser maior de idade e possuir conhecimento adquirido por meio de uma entidade reconhecida.
Com a experiência que vivencio afirmo que, entre o que se preconiza legalmente e o que efetivamente acontece existe um vazio muito grande. População idosa aumentando, novos modelos e arranjos familiares sendo organizados e constituídos, com valores e necessidades diferentes num país que não se preparou economica e educacionalmente para esse contingente de idosos, são alguns dos fatores que devem ser levados em conta quando focamos nossas atenção nesse personagem que é o cuidador de idosos. Mais exatamente: onde encontrar uma pessoa preenchida com as qualificações exigidas pela lei vigente?
Entretanto, nesse mesmo caminho que percorro posso afirmar que é possível encontrar cuidadores responsáveis e cumpridores das suas obrigações, ainda que sem possuirem tais qualificações logo na contratação inicial. E sobre esse assunto, me proponho a comentar no nosso próximo encontro. Saudações da Vera Helena. 1º/10/2011.
-----------------------------------------
Contratação de Cuidadores - algumas dicas.Sobre a contratação inicial de um cuidador ( a) algumas sugestões devem ser levadas em conta, tais como: fazer contato com essa pessoa por no mínimo umas duas vezes.Perguntas essenciais : Você gosta de idosos? Tem alguma noção do que seja Alzheimer?, são fundamentais.
Essas duas questões são suficientes para os encontros iniciais,que embora em número reduzido, nos permite coletar dados e verificarmos a possibilidade de prosseguirmos para a contratação, ou não. Com certeza, através de uma escuta atenta e sensível, perceberemos aptidões e objetivos desse cuidador, inclusive os motivos que o levaram a buscar esse tipo de serviço.Nesses encontros, recomenda-se que no mínimo dois contratantes estejam presentes, na medida em que a memória de duas pessoas colabora e acrescenta elementos para aquilo que se pleiteia.E do lado do cuidador, isso é positivo já que o mesmo estabelece contatos com mais responsáveis, permitindo-lhe uma visão dos contratantes. Sabemos que tudo isso, não significa garantia de êxito na contratação, mas é necessário que assim aconteça, num período aproximado de uma hora, a fim de que as partes interessadas se olhem e avaliem, pois como mencionei, isso consiste no mínimo que deve ser realizado, quando agimos com responsabilidade.
Outro ponto que precisa ficar claro, refere-se às informaçãoes antecedentes a esses encontros. Falo das referências desse profissional, condição relevante no processo a ser iniciado.Afinal, esse cuidador, entrará no ambiente doméstico, ocupando um lugar de destaque na estrutura da casa. Então, é primordial que seja uma pessoa que se encaixe no perfil que todos precisam. Ou seja, alguns combinados já devem ter sido conversados, para que fique muito claro os espaços e o trânsito de cada elemento do domicílio.
No convívio, as respostas da perguntas iniciais vão sinalizando os acertos e os desacertos desse cuidador, que como tal, merece explicações sedimentadas no diálogo permanente, onde todos aprendem muito, já que sabemos da infinidade de sintomas que essa patologia apresenta, carecendo de muito esforço, boa vontade e um desejo intenso de aprender todos os dias! Talvez algum leitor interessado esteja indagando o motivo de ainda não ter trazido mais características de um cuidador. Fico cautelosa, porque é preciso muita calma, mesmo que a ansiedade e necessidade se façam prementes, mas de acordo com tudo o que vi e passei até hoje, entendo que devagar também é pressa e espero abordar sobre isso no nosso próximo bate papo. Saudações carinhosas da Vera Helena. Dia 04/10/11. Paz e bem
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
COLABORAÇÃO DO CUIDADOR OU PREJUÍZO DO PORTADOR? Um dos apectos que devem e precisam ser reforçados com rigor e muita frequencia, é o respeito e incentivo à autonomia do portador. E tal conquista só pode ser efetivada e mantida com o incentivo do cuidador. Que por sua vez, necessita de orientações mais direcionadas sobre o cuidar com pacientes de Alzheimer permanentemente!Abordo sobre esta formação em decorrência de um evento que presenciei com minha mãe e sua cuidadora. Na hora do almoço, encontrei as duas no refeitório onde minha mãe reside. Qual não foi minha surpresa, assitir a cuidadora dando a refeição na boca da minha mãe! Esperei o momento oportuno para conversar e esclarecer a ela, que o ato da minha mãe alimentar-se sozinha é fundamental para estimular e manter esta autonomia, conservando com isso esta habilidade motora, no caso a única que minha mãe realiza sozinha! Manter-se calmo nesta hora é de suma importância, sobretudo no momento da abordagem ao cuidador, que necessita de respeito e ética sempre! Os ajustes devem e precisam ser realizados, no dia e hora adequados, preferencialmente em particular.
Na conversa, a cuidadora alegou que para minha minha mãe, o ato de alimentar-se devidamente, era o mais importante. Concordei com ela, mas sugeri algumas alterações de conduta. Combinamos então que minha mãe se alimentaria sozinha até alegar saciedade ou cansaço. E se a quantidade ingerida fosse insuficiente, daí ela colaboraria no ato de alimentá-la complementando com a quantidade suficiente.
Assinar:
Postagens (Atom)